segunda-feira, setembro 26, 2005

De como dança, água quente, chocolate europeu e religião se completam.

Depois do fim de semana all that jazz, uma fuga rápida até Rio Quente, para desfrutar das águas termais e passar a minha última semana de férias sem ter hora para acordar. Sem ensaios, sem reforma do apartamento e sem pensar no que terá de almoço em casa. Relax. O resort não é lá essas coisas. Pelo preço cobrado, esperava mais. Mas beleza, descansamos e recarregamos as baterias. Eu e o Gui, porque a da Elis parece nunca acabar...

De volta a Passárgada, como diria o Guto, o último findes foi normal, daqueles lotados de coisa para fazer. Meus pais chegaram de viagem, fomos buscá-los no aeroporto. Cheios de malas e histórias, chegaram lindinhos como sempre. Reação própria de quem sai do Brasil pela primeira vez, eles tinham no rosto o encantamento e a estranheza provocada pelo choque cultural. Aquela vontade de contar como tudo aconteceu, de mostrar as fotos... Próprio de quem saiu do interior de Minas Gerais e foi à - antes inimaginável - Europa.

Mais um domingo, mais um dia do sol. Passei o dia lembrando que iríamos à missa à noite, no encerramento de mais um curso de Emaús. Ah, o curso de Emaús... Sempre que tem um curso eu lembro de quando passei por esta experiência maravilhosa. A estalagem de Emaús é o lugar mais doce que já conheci. Quisera todos pudessem desfrutar deste pedacinho do céu (no singular, para não confundir com o chorinho) ao alcance das mãos. Espero que não esteja infringindo a lei de clausura, mas acho que vou fazer um adesivo e colar no meu carro...

"Quer viver a passagem bíblica de Lc 24, 13-35? Pergunte-me como."

terça-feira, setembro 13, 2005

Campanha contra a dengue: tirem os pneus das ruas... E dos palcos.

Fim de semana diferente. Há muito não saía sem o Gui. Conheci a casa da Raquel, minha amiguinha bailarina. By the way, que sala era aquela? Gigante! Foi seu aniversário dia primeiro e ela reuniu os amigos no último sábado para comemorar. Encontrei com o pessoal do jazz, falamos bem, falamos mal, falamos nem bem nem mal quando se tratava de nós mesmos. Bolo delicioso, carona para ir embora. Cool.
Antes do aniversário da Raquel, ainda na presença do senhor meu marido, fui ao aniversário do - mais que querido - Padre Ignácio. Uma pizza básica após a missa. Também muito legal, matei um pouco as saudades que sinto do pessoal do Emaús. Estou sumida, a culpa é minha, mas não deixo de sentir saudades. Miss ya!
Domingo, dia do sol. Não consigo me lembrar o que aconteceu pela manhã. Não, eu não bebo. Enfim, lembro do que aconteceu da hora do almoço em diante. Fomos almoçar no Park Shopping para passear na Fnac depois. Talvez ninguém entenda, mas não podia passar deste domingo. O Gui precisava de um outro pocket book. Depois que ele terminou de ler o tal Ransom, ficou deprimido. Tínhamos que resolver este problema. Por isso o local estratégico, perto da Fnac. Achei que voltaria às origens e mais um título do Sidney Sheldon seria devorado, porém, o eleito foi The Bourne Identity (Robert Ludlum). Já que não assistimos o filme...
Para fazer o findes ainda mais diferente, saí de novo sem o Gui. Fui a um espetáculo de dança na Martins Penna, entitulado Código de Acesso. Não sei se sou insensível, muito crítica ou passada. Mas a única coisa que me remeteu ao tema do espetáculo foi o cenário em forma de códigos de barras e um corredor de luz na primeira coreografia que me lembrou uma leitora dos tais códigos. Fora isso, alguns movimentos legais, bailarinas e bailarinos fora de forma que, inclusive, comiam barras de chocolate na última coreografia. Alguém pode me dizer o que chocolate tem a ver com códigos de barras, senhas e códigos de acesso em geral? Acho que não há ligação alguma. O papel do pobre chocolate era dar sentido aos bailarinos fora de forma. Não tenho preconceito e não gosto de falar em boa forma, até porque também me apresentarei na Martins Penna e não sou nenhum modelo de corpo de bailarina. A diferença é que não sou profissional. Este choque até fez bem para mim, entrarei no palco com meus pneus que, perto dos que eu vi, passariam desapercebidos. :) Cá para nós, uma coisa é saber que roupa lhe cai bem se tem algum "extra", outra coisa é se expor no palco, de shortinho e top e ainda comer chocolate num tom de "Tava achando esquisito bailarino gordo? Não estou nem aí.". Digamos que o espetáculo não me convenceu. Let it go. Vou comer um chocolate e dormir, pois é semana de espetáculo.