Romeu e Julieta: ato 3, cena II
"And when I shall die,
Take him and cut him out in little stars,
And he will make the face of heaven so fine
That all the world will be in love with night
And pay no worship to the garish sun."
Bonito, né? Qualquer tentativa de tradução de minha parte deixaria uma lacuna no significado deste trecho, que na verdade é uma fala da Julieta, na qual ela expressa toda sua admiração e amor por Romeu. Por isso, se alguém não captou a mensagem, saiba que worship é adoração, veneração, culto e garish é algo como pomposo, ontentativo, que chama a atenção. Como neste caso o adjetivo é para o sol, eu imaginei algo como "sol brilhante". Ou seja, se Romeu se transformasse em estrelas, ele faria com que todos se apaixonassem pela noite e não ligassem mais para o sol brilhante.
Essa melação toda é para dizer que estarei em cartaz por 10 minutos na sala Martins Pena do Teatro Nacional neste sábado e domingo (8 e 9 de novembro) com o espetáculo Romeu e Julieta, numa montagem do Ballet Brazil. Eu danço só o jazz, no início do espetáculo (os 10 minutos), depois vem a montagem clássica propriamente dita. Estão todos convidados.
Estou muito cansada devido a jornada tripla que estou fazendo nessa última semana antes da apresentação (STJ + meninas + ensaio). Mas amo muito tudo isso, como sempre. Os ensaios, apesar de cansativos, são muito engraçados e descontraídos. Minha professora até ensinou uma palavra nova na semana passada, que me ajudará a dançar cada vez melhor. Ei-la:
Verbete: plexo
S. m.
1. Anat. Denominação genérica de rede de vasos, nervos, ou nervos e gânglios, no sistema nervoso autônomo.
O engraçado é que minha professora usa essa palavra num sentido que não tem nada a ver com o do Aurélio. É como se fosse a parte de cima do tórax, mais especificamente entre o peito e o pescoço. É essa parte do corpo que ela usa para nos encorajar uma postura bacana, quase que de superioridade, que dá o tom da coreografia que ela montou. O tronco deve estar bem colocado, a cabeça levemente inclinada para cima, quase que num gesto de elegência enobe. Quando ela pede para colocarmos o plexo em ação, levantar ou abrir o plexo, a sala toda se transforma. Até que funciona.
Bom, nosso snap Romeu e Julieta, como a "tia" gosta de falar, mostrará um pouquinho dessa história linda, complexa e dramática. Em 10 minutos ela foi capaz de começar a história pelo fim, ou seja, pela morte de Julieta, passando pelo encontro dos dois na festa, a briga de Romeu com o primo de Julieta e voltando para morte do casal que no fim vive junto no paraíso. Missão quase impossível (Romeu e Julieta em 10 minutos!) que ela cumpriu com muita criatividade e talento.
Por isso, estarei na sala Martins Pena nesse fim de semana, com todo o meu plexo, o que quer que isso seja.
"And when I shall die,
Take him and cut him out in little stars,
And he will make the face of heaven so fine
That all the world will be in love with night
And pay no worship to the garish sun."
Bonito, né? Qualquer tentativa de tradução de minha parte deixaria uma lacuna no significado deste trecho, que na verdade é uma fala da Julieta, na qual ela expressa toda sua admiração e amor por Romeu. Por isso, se alguém não captou a mensagem, saiba que worship é adoração, veneração, culto e garish é algo como pomposo, ontentativo, que chama a atenção. Como neste caso o adjetivo é para o sol, eu imaginei algo como "sol brilhante". Ou seja, se Romeu se transformasse em estrelas, ele faria com que todos se apaixonassem pela noite e não ligassem mais para o sol brilhante.
Essa melação toda é para dizer que estarei em cartaz por 10 minutos na sala Martins Pena do Teatro Nacional neste sábado e domingo (8 e 9 de novembro) com o espetáculo Romeu e Julieta, numa montagem do Ballet Brazil. Eu danço só o jazz, no início do espetáculo (os 10 minutos), depois vem a montagem clássica propriamente dita. Estão todos convidados.
Estou muito cansada devido a jornada tripla que estou fazendo nessa última semana antes da apresentação (STJ + meninas + ensaio). Mas amo muito tudo isso, como sempre. Os ensaios, apesar de cansativos, são muito engraçados e descontraídos. Minha professora até ensinou uma palavra nova na semana passada, que me ajudará a dançar cada vez melhor. Ei-la:
Verbete: plexo
S. m.
1. Anat. Denominação genérica de rede de vasos, nervos, ou nervos e gânglios, no sistema nervoso autônomo.
O engraçado é que minha professora usa essa palavra num sentido que não tem nada a ver com o do Aurélio. É como se fosse a parte de cima do tórax, mais especificamente entre o peito e o pescoço. É essa parte do corpo que ela usa para nos encorajar uma postura bacana, quase que de superioridade, que dá o tom da coreografia que ela montou. O tronco deve estar bem colocado, a cabeça levemente inclinada para cima, quase que num gesto de elegência enobe. Quando ela pede para colocarmos o plexo em ação, levantar ou abrir o plexo, a sala toda se transforma. Até que funciona.
Bom, nosso snap Romeu e Julieta, como a "tia" gosta de falar, mostrará um pouquinho dessa história linda, complexa e dramática. Em 10 minutos ela foi capaz de começar a história pelo fim, ou seja, pela morte de Julieta, passando pelo encontro dos dois na festa, a briga de Romeu com o primo de Julieta e voltando para morte do casal que no fim vive junto no paraíso. Missão quase impossível (Romeu e Julieta em 10 minutos!) que ela cumpriu com muita criatividade e talento.
Por isso, estarei na sala Martins Pena nesse fim de semana, com todo o meu plexo, o que quer que isso seja.

